Lil Saint: “Quero levar amor às pessoas e dar a conhecer o meu lado artístico”

 

António Lisboa Santos aka Lil Saint é um dos nomes mais aclamados do momento no que diz respeito à música moderna angolana. Iniciou a sua carreira ao lado do irmão mais velho C4 Pedro, mas a paixão pelo R&B levou-o a explorar outros caminhos. Dono de uma voz ímpar, o cantor e produtor lançou recentemente New Day, o seu segundo álbum a solo. Em entrevista à GZG, o autor de “Evita” e “Casa Comigo” falou-nos não só do seu novo trabalho como também da importância dos fãs, de como lida com os elogios e da influência música cabo-verdiana.

GZG – Lançaste recentemente teu mais o teu segundo álbum a solo – New Day. Podes falar-nos um pouco deste trabalho?
Lil SaintNew Day é um álbum produzido 90% por mim. Apenas dois instrumentais foram produzidos pelo Smash – o “Química (Nós 2)” e o “Se For Um Sonho”. Foi um álbum que não demorou muito a ser feito. Tinha cerca de quarenta ou cinquenta músicas feitas e só tive de escolher. Mas as outras ainda podem ser lançadas. Gravei uma com o Loony Johnson que seria para entrar no álbum, mas achei melhor guardar a “bala” para mais tarde. É uma música muito fixe!
New Day um álbum que fala muito de Amor. Quase todos os temas! A ideia é levar mais amor às pessoas. Com este álbum quero também que os fãs conheçam o meu lado artístico. Não quero que olhem para mim apenas como alguém que faz umas músicas e ‘tá fixe. Quero que olhem para mim como alguém que pode e vai fazer música sempre, alguém que possam seguir assim como eu sigo outros artistas há anos desde pequeno. Eu sou muito exigente e por vezes acho que poderia ter dado mais, mas quando tentas dar demais, acabas por estragar. Sou muito crítico em relação ao meu trabalho, mas é um álbum que eu consigo ouvir do principio ao fim. Gosto de ouvir este álbum.

“New Day é um álbum que fala muito de Amor. A ideia é levar mais amor às pessoas”

Acabas de lançar o vídeo do tema “Química (Nós 2)”, o terceiro single do álbum, cuja música foi disponibilizada dias antes do lançamento do álbum e teve uma ótima aceitação. Fala-nos desse tema?
“Química” é uma música que todos gostaram logo à primeira! Aqueles que trabalham comigo e alguns amigos próximos. E essa música não era para ser um single, mas como teve um impacto grande… Não fui eu que escolhi. Foram eles. Graças a Deus, foi muito bem recebida e decidimos gravar o vídeo em Lisboa com o Johel Almeida da Afrodigital. E fizemos um vídeo muito simples. Achámos que quanto mais simples fosse, melhor seria. Foi mais uma questão de dar imagem à música.

Estás em fase de promoção do álbum, aliás encontras-te neste momento em Lisboa para atuar. Como está correr? O que é que o fãs podem esperar do Lil Saint a nível de espetáculos?
A promoção está a correr bem! Estamos a ver se conseguimos lançar mais um videoclipe nas próximas semanas. Eu quero fazer mais vídeos e promover muito mais o álbum. Tenho uma agenda já preenchida a nível de shows, mas quanto mais, melhor para a minha carreira e para espalhar a minha música.

 

Behind the scenes “Química (Nos Dois)”

És um dos artistas mais elogiados do momento no panorama musical Palop, tens sido convidado por inúmeros artistas para inúmeras participações. Como é que encaras isso?
Para ser sincero, eu acho que quando estás na música a fazer o teu percurso para teres uma carreira digna desse nome, as pessoas elogiam e dão-te toda a força do Mundo! Eu vivi isso no passado quando fiz parte de um grupo e inclusive quando cantava com o C4 Pedro. Mas naturalmente, depois de algum tempo de música, as pessoas começam a cobrar mais, a opinar mais. Sobre as músicas, sobre a história do vídeo… E algumas dessas opiniões por vezes podem ser destrutivas para o artista. Por isso, eu encaro os elogios como uma faca de dois gumes. Então prefiro continuar a ser o mesmo Lil Saint que sempre fui. Eu acho que não mudei nem um bocadinho. Sou e vou ser sempre a mesma pessoa. Fazeres algo e seres elogiado é exatamente aquilo que queres enquanto artista, é uma vítória! Mas não muda a minha cabeça. Tenho os pès bem assentes no chão. A cada elogio, sinto que a responsabilidade cresce. E o dever de não decepcionar também! Sobre as participações, tenho inúmeros pedidos! Mas tenho de gerir bem. Cantar e fazer música requer muito esforço e tenho que economizar algum esforço para mim.

“Tenho os pés bem assentes no chão. A cada elogio, sinto que a responsabilidade cresce. E o dever de não decepcionar também!”

Falando em participações, como surgiu a possibilidade de trabalhar com Claudio Fénix?
Eu conheci o Claudio Fénix num dia em que ele foi ao meu estúdio com o agente dele para ouvirem alguns instrumentais. E eu mostrei-lhe um instrumental produzido por mim (que viria ser o “Volta Só Já”) e disse-lhe que com aquele seria um hit . Ele queria ouvir mais opções, mas eu convenci-o que era aquele. Até esse esse dia, não nos conhecíamos pessoalmente, mas eu gostei tanto da humildade dele, da maneira de ser dele que nem cobrei por aquele instrumental. Assim ficou. Ele foi para casa e começou a escrever naquele beat. No dia seguinte, ligou-me. Queria mostrar-me como tinha ficado. Encontramo-nos e foi então que ele perguntou-me se eu não queria participar no tema. Como tinha a certeza que aquele tema seria um hit, disse ‘Bora!’. Foi aí que começou a nossa amizade. Ele é super talentoso! O mesmo com o CEF! Conhecemo-nos em 2010 e sempre tivemos uma boa ligação.

Tentas manter uma relação próxima com os fãs através do teu Instagram, principalmente. O que é que eles representam para ti?
Os fãs estão em primeiro lugar na minha carreira! Se eles não gostarem, eu não sou nada. Eles são os ‘patrões’ e são eles que fazem a minha carreira andar. Acho que na vida de um artista não há nada mais importante que os fãs. Tenho um respeito muito grande por eles. Mesmo quando oiço comentários menos positivos, tenho responder com uma mensagem positiva. A relação com os fãs é como a tua relação com uma mulher. Se tiveres uma boa conduta, disponibilidade para a ouvir, para entender, as coisa correm melhor. Há que saber entendê-los. Mesmo que não possa agradar a todos. Nada melhor que a compreensão.

“Um dueto com o Djodje seria perfeito. Aprecio imenso música cabo-verdiana. Desde pequeno. Era fanático pelo Nelson Freitas, Johnny Ramos, Quatro Plus…”

Manifestaste recentemente no Instagram (ver publicação) o teu gosto pela música cabo-verdiana dos anos 00’s e o quanto ela te influenciou. Nos dias de hoje, se pudesses fazer um dueto com um/a artista cabo-verdiano/a, quem seria e porquê?
Com o Djodje. É um músico que oiço há muito tempo, mesmo antes de começar a cantar. Ouvia muito a música de “Volta” com o Ricky Boy e os TC. Mais tarde o “Tchas Fala”, que era como um hino para mim! Acho que é o artista cabo-verdiano com maior visibilidade neste momento. Um dueto com ele seria perfeito. Adoro a maneira dele fazer música. Eles tem boas melodias, boa vibe. Se fosse uma artista, gostaria de tentar algo diferente com a Lura ou a Mayra Andrade. São vibes em que poderia entrar e fazer algo diferente e fixe. Eu aprecio imenso música cabo-verdeana. Desde pequeno. Era fanático! Nelson Freitas, Johnny Ramos, Quatro Plus… Quando lançaram a compilação Estrelas 2010… Super!

Para terminar, quem são as tuas grandes referências na música angolana e a nível internacional?
Neste momento a minha maior referência em Angola é o Matias Damásio. Gosto da maneira dele fazer música. Internacionalmente, tenho várias referências. Sempre gostei de R&B oldschool! Luther Vandross; Bobby Womack; Tank; Tyrese; Donell Jones; Glenn Lewis; Usher… São muitas!

Ouve o álbum New Day de Lil Saint no Spotify:

 


Por: Nilton Martins
Fotografia: Afrodigital
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